30 de janeiro de 2009

Meditando com I Ching

Se você vem acompanhando o blog já notou que, ultimamente o assunto mais tratado é relacionamento de casais.

Hoje acordei muito cedo, fiz a meditação e o meu tradicional jogo para o blog. Surpresa ou não, nas observações de Legue, lá estavam...

Do ponto de vista mais tradicional chinês, este hexagrama está inserido na continuação da tratativa sobre relacionamentos e quando se refere a movimentos, trata das relações homem e mulher.

O resumo de Legue disse: neste momento, há uma necessidade do “trovão masculino” ser firme e forte e do “vento feminino” ser suave e complacente.

Vejamos...

PERSEVERANÇA
Hexagrama 32 (HENG)

Acima: Chen – trovão, movimento, agitação
Abaixo: Sun – vento, madeira, suavidade, introdução

Heng indica progresso bem sucedido e nenhum erro (no que ele dá a conhecer). Mas a vantagem virá do movimento correto.

Comentários

Heng simboliza longa continuidade. O sujeito deste hexagrama pode ser considerado como perseverante a lei da existência.

O sol e a lua, realizando em si mesmos (os desígnios do céu) podem perpetuar seus resplendores; as quatro estações, por suas mudanças e transformações, podem perpetuar a criação...

Acima trovão (forte, masculino) e abaixo vento (suave, feminino), estes sugerem força motriz e suavidade em comunicação, o equilíbrio de movimentos gera estabilidade.

27 de janeiro de 2009

Grupo experimental


Faz algum tempo que venho atendendo pessoas, observando jeitos de ser, ouvindo histórias de vida, apoiando movimentos e ajudando as pessoas a se relacionarem consigo e com os outros.

E, por incrível que pareça, você sabe o que é mais difícil para as pessoas? Ter coragem de assumirem seus reais desejos ou jeitos de ser, principalmente perante as outras pessoas.

Sabe por quê? Porque nós, quando crianças, em algum momento entendemos que era mais vantajoso agir de um jeito do que de outro e este jeito que, por vezes, não era o nosso jeito dava mais retorno de afeto, de admiração, de coragem...

Este fenômeno acima chama-se em Gestalt terapia de Ajuste Criativo e funcionou muito bem para “sobrevivermos” a aquelas situações, mas hoje é questionável.

O que quero dizer é que estes ajustes criativos, que nos ajudaram, acabaram também nos distanciando um pouco do real jeito de agir e isto, em maior ou menor grau, gera conflito, ambigüidade, as vezes angustia, desmotivação...

Então o que me dei conta nestes anos é que o maior desafio e também o maior ganho para as pessoas é se experimentarem em seu jeito mais autentico e natural.

Eu hoje uso modelo dos cinco elementos da Medicina Tradicional Chinesa para ajudar as pessoas que acompanho a fazer isso e estou propondo um grupo comunitário experimental cujo objetivo é ajudar ao participantes a descobrirem seu elemento natural (movimento) e seu elemento de ajuste criativo e aprender a conviver com os dois em um dialogo harmônico e equilibrado.

Se você quiser participar ligue para 051 – 33337052 e inscreva-se.

22 de janeiro de 2009

Para viver um grande amor

Vinicius de Moraes


Aos que me perguntam o que fazer para manter a chama da paixão deixo a dica.
É sabido que de estabilidade ele não era muito craque, mas de romance...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões , sopinhas, molhos, estrogonofes - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor? ...

Aí vai..
Cogumelos ao alho e óleo
Lave, corte ao meio e ponha em água com limão. Soque bastante alho; refogue em azeite;ponha os cogumelos, deixe soltarem água durante alguns minutos, aí junte sal ou shoyu; aumente o fogo, deixe mais três ou quatro minutos, até o caldo quase secar e pronto.

Escolha uma bebidinha, música, enfeite os pratos e vá namorar...

20 de janeiro de 2009

Casal - Não espere tudo acabar!


O relacionamento a dois carrega em si muitos desafios que na maioria das vezes geram dificuldades e desgastes na convivência do dia-a-dia.

Que tal quebrarmos com o tabu de que a terapia de casal acaba em separação?

Estou propondo um modelo de terapia de casal que mescla Medicina Tradicional Chinesa e sua filosofia milenar com a, humanista e relacional, Gestalt terapia.

O resultado? Tem funcionado bastante, mas não pode ser tarde demais.

E qual é a formula? As diferenças individuais a favor e não contra.

Já a algum tempo venho investido no poder das diferenças. Elas são, ao contrário do que nós pensávamos, um impulso para união e não um fator de desunião. Este conceito vem da cultura chinesa, nele está contido a referência dos opostos complementares e este é o pilar da metodologia desta terapia.

Trata-se de uma prática terapêutica que parte do incentivo e ajuste das diferenças para estimular a riqueza da relação, o amadurecimento e harmonia do casal.

O nome da terapia? Método Sheng para casais.
Como é um método que não se aplica só para casais, mas para a terapia individual, grupos e equipes, chamo de Método Sheng dos Cinco Movimentos e, no caso dos casais, Método Sheng para casais.

Sheng pode significar vida, subida e descida da montanha.


É importante não esquecer de duas coisas fundamentais:

Reconhecer o seu movimento natural e o movimento do seu companheiro, olhando para o que é de cada um e que lhe confere um colorido próprio, isto ajuda muito a equilibrar movimentos e ajustar um “nós” que pode ser bem legal.

E também não deixar para quando não der mais tempo.


Psicologa Gestaltica, acupunturista e especialista em Medicina Chinesa

14 de janeiro de 2009

Coisas da natureza humana


Hoje pela manhã eu participei de um debate de rádio sobre a intolerância nos conflitos na Faixa de Gaza. Foi bem instrutivo, não só pela clareza dos fatos e seus motivos, mas pela observação do curioso fenômeno que se sucedeu, a reprodução das divergências dentro do micro espaço do estúdio.

Haviam vários convidados: um professor de história, para dar explicações gerais ; um representante dos palestinos e outro dos israelenses para exporem seus pontos de vista sobre o conflito; uma pessoa que já esteve representando a ONU nas intermediações e eu para falar sobre o fator humano envolvido no conflito.

Para mim, psicóloga relacional e analista dos fenômenos humanos, foi muito interessante observar como as questões humanas sempre se sobrepõe a quaisquer outras, existe uma força natural que não permite que seja diferente.

O programa objetivava o esclarecimento do ouvinte e o fez, mas por muitos momentos o centro das discussões foram tentativas de defesas de pontos de vista, defesas estas que ultrapassavam as pessoas que foram informar, mas representavam a própria defesa dos povos.

E porque isto aconteceu? Aconteceu pelos mesmos motivos que acontecem lá ao longo da história destes povos, que precisam dividir ou compartilhar o que defendem como seu. Aconteceu aqui e acontece lá porque o ser humano procura defender suas origens, suas crenças, suas raízes, seus territórios e quando sente ameaçada a manutenção disto, briga, disputa, enfim entra em conflito.

Lá na Faixa de Gaza está acontecendo isto, uma disputa pelos seus, por espaço territorial e social, todos querem o seu canto, o seu lar, poder manter a sua continuidade em um local seguro, respeitado, livre, digno e legitimamente valorizado.

Mas são muitas as razões que inviabilizam o diálogo de paz para que haja a solução deste problema. Existem investimentos no conflito e estes estimulam a intolerância. Desta forma a convivência com o diferente se torna inviável, pois quando o outro é uma ameaça, é intolerável conviver e, assim, cada vez mais a situação se agrava e, cada vez mais, aumentam as tentativas de dominação e destruição.

Buenas, não deixemos que este modelo domine as relações humanas, estejamos atentos a intolerância e a sua força de reprodução. A cegueira vinda do medo da perda de si, da valorização e da segurança impede o diálogo.

E isto vale para qualquer tipo de relação e para todos nós.

12 de janeiro de 2009

Reflexão


Neste momento em que se fala tanto do conflito na Faixa de Gaza, deixo algo para que possamos refletir:


Quando os diferentes não medem força para dominar eles podem se completar e se harmonizar.

6 de janeiro de 2009

Inicio de 2009

Estive alguns dias fora das coisas da cidade, um mergulhos no movimento natural da vida. Coisas como dormir quando se tem sono, comer o que o cara do camarão traz no portão, deitar e ouvir o mar, sentir o calor do sol ou frio da chuva na pele, chimarrão na varanda, horizonte, praia... ai....

Buenas, mas aqui estou e nem pense que com dó de estar, talvez por eu ser uma dos poucos privilegiados que amam o que fazem.

E, não pelo protocolo, mas pela oportunidade... ai vai mais uma mensagem para 2009.

Do livro Filosofias da Ásia – Alan Wattts.

Acordem! Todos vocês estão dormindo! A maioria de vocês acha que o “eu” está dentro da cabeça. É como se existisse um homenzinho no centro do crânio, que tem uma tela de televisão a sua frente que lhe dá todas as mensagens vindas dos globos oculares. Tem fones de ouvidos que lhes transmitem todos os sons e, à sua frente, tem um painel de controle, com vários mostradores e botões, que o possibilita influenciar os braços e pernas e obter todo o tipo de informação vinda das terminações nervosas.

Os budistas diriam que quase todas as pessoas tem um senso de si centrado no entendimento. Se a lógica for esta, o rei é o pensamento.

Será?

Para 2009 desejo a todos um tanto de sol na pele, água gelada no pé, ventinho da tardinha, muitos suspiros, algum gosto amadeirado de vinho e a sua lambida preferida.