9 de dezembro de 2009

Os amantes de hoje

É curioso como alguns assuntos surgem de repente e passam a ser solicitados por pessoas de diferentes lugares.

Desta vez o tema são os modelos relacionais atuais e dentro destes modelos temos aquele que o centro da relação é o encontro afetivo-sexual, sem as características do namoro ou casamento (os amantes atuais).

Bem se a vida está solicitando...vamos lá.

O que acontece é que tenho observado e não só no consultório, um tipo de relacionamento que tem cada vez mais espaço nos encontros atuais, o modelo de amantes. De verdade não importa se uma das pessoas é casada ou ambos são solteiros. Mas o que os caracteriza é o formato da relação. Aquele tipo de relação que as pessoas se encontram uma vez na semana ou em um intervalo médio de quinze e quinze dias ou até mesmo de um mês, para transar e não tem compromisso. Isto tem acontecido muito.

Se funciona? Esta é a pergunta dos que de, alguma forma, não estão bem com isto.

Pode funcionar e até ser bem bom para algumas pessoas, desde que seja o desejo dos dois e não apenas de um dos dois. Porque tenham certeza, se um dos dois (mesmo que não diga) espera mais destes encontros afetivo-sexuais, mas o que está vivendo é só isso, vai sofrer ou no mínimo se frustrar.

É sofrer, em maior ou menor grau, nem que seja pelo aprisionamento de não ir em busca de algo que deseja, por estar com a falsa fantasia de que um dia isto vai mudar.

A estas “amantes frustradas” ou a as que volta e meia se pegam repetindo este modelo de relacionamento eu diria: a questão está no contrato que você está fazendo ou permitindo que a outra parte faça. Se você quer namorar e até casar não inicie um relacionamento que é só sexo, pois depois de estabelecido ele tem pouquíssima ou quase nenhuma chance de mudar.

É, em relacionamentos as pessoas fazem uma espécie de contrato implícito ou explicito e neste, logo no inicio, se estabelecem os acordos da relação e está incluído o tipo de relação que vai ser.

Algumas pessoas que já estão nessa diriam: Mas tem uma porção de coisas, ou ele não me disse que era assim ou, eu achei que a proposta era outra, ou descobri só depois. Bem ok, mas se não é o que você espera diga: Não! Eu quero ir ao cinema, quero alguém no meu aniversário, quero almoçar em algum domingo e.... quem sabe brindar o Ano Novo.

Não dá?

Querida(o) procure outra pessoa! ESTÁ CHEIO DE GENTE AÍ QUERENDO PRESENÇA TAMBÉM e se você não tentar pular o muro, não vai desfrutar do prazer de uma boa companhia no brinde de ano novo de 2011.

1 de dezembro de 2009

Um exemplo de crescimento


Esta carta, de uma paciente para sua sombra, fez parte de um exercício proposto no consultório.

Na semana passada a paciente me enviou por email e me autorizou a publicar. Ela disse ter a intenção de mostrar a todos os leitores as possibilidades de crescimento pessoal de um trabalho psicoterapêutico.

Para mim, Maria Ester é uma destas pessoas que muito fez pela sua melhora e hoje, com equilíbrio e sabedoria, desfruta a vida com leveza.


De Maria Ester - Carta para minha sombra

Obrigada por ter me apoiado até aqui, por ter me ajudado a crescer profissionalmente, a não ter tido filhos com um homem qualquer, pois assim não magoei mais ninguém, além de mim mesma. Sei que hoje, a questão da minha solidão não é muito simples de ser mudada, aliás, creio ser bem difícil.Mas, você me ajudou, me fez buscar e persistir na terapia, até chegar onde cheguei.

A partir daqui, quero convidar você para agir diferente.

Sabe, aprendi muita coisa. Aprendi que amar e perdoar é libertador, perene. Quando o perdão vem do coração, a gente fica livre, solta para alçar outros vôos.

Convido voê para a partir de agora me ouvir, ouvir a aceitação, a bondade a leveza, o amor, a soltura. Convido você a olhar para a vida com amor, e aceitar o que ela lhe oferece, sabendo que para tudo existe um porquê, que os fatos ocorrem para nos ensinar as lições que precisamos aprender a fim de evoluir na nossa trajetória como pessoa e ser espiritual que somos.

Aprendi que podemos dar o nosso amor de diferentes formas e, diferentes caminhos surgem quando abrimos o coração para amar.

Não pense como aquela criança magoada, que acredita que as coisas são sempre da mesma forma, que não mudam, que se não puder vestir o rosa, o verde não lhe cairia bem também, pois afinal, a criança é bela em sua essência verdadeira, independente da cor que vestir.

Hoje, aprendi a ser mulher, cuidadora, intuitiva, humilde para somar e compartilhar com as outras pessoas e também a valorizar o que tenho de bom.E mais, compreendi que eu mulher essencial sou bela de alma, íntegra.

Por favor, sei que tudo o que você fez foi por defesa e por medo, mas agora aceita esta mulher que surge, pois ela é capaz de te cuidar, acalentar, proteger com sua amorisidade e energia, porque ela seria capaz de matar quem fosse maltratar um ser indefeso e você é muito indefesa, por isso fez toda essa estratégia. Mas, agora ela não é mais necessária, pois sou estrategista e perspicaz, sei o que fazer, minha intuição me garante.

Quando a dor vier quero que você acredite e entenda que na vida as coisas não são lineares.Temos bons e maus momentos, e precisamos conviver com este fato.

Saiba que nas dores e momentos difíceis podemos aprender e evoluir na vida.

Creia que nos momentos de dor você encontrará a mão dos amigos que estão por perto e principalmente a mão de Deus, que sempre está presente, seja através dos amigos que se aproximam ou através da voz da intuição, a nossa voz interior que nos mostra o melhor caminho a seguir, nos acolhe.

Enquanto mulher, adulta, cuidadora, por diversas vezes tive essa exeriência e vou usar essa sabedoria e experência para cuidar de você, assim como uso para cuidar do meu pai, que hoje é um velhinho frágil e doente, que precisa de muita proteção.

16 de novembro de 2009

Repetições nos erros


É interessante como algumas situações se repetem e, mais interessante ainda, é percebermos que isto não acontece a toa. Cada um de nós faz suas interpretações quando se dá conta da repetição de tropeções, erros ou falhas.

Quando aparecem os relatos deste tipo de re-vivencias eu costumo tentar entender o que ainda não foi aprendido ou o que se deveria perceber e atenção: estou falando aqui das ciladas que nós mesmos nos colocamos.

Isto nos acontece, basta você notar que existem coisas que se repetem, que tem a mesma base ou o mesma causa e estas coisas sempre acabam lhe atrapalhando de alguma forma....

Hoje iniciei o dia com uma meditação e abri o I Ching. Uma parte do ensinamento era sobre as meditações enfermiças.

Os orientais falam muito da mente contemplativa, dizem que contemplar é observar a si mesmo e a vida. Este movimento pode ser muito rico para nos manter no presente, ajudar na compreensão das nossas ações e movimentos, aumentar a clareza de determinadas situações ...

Mas o jogo de hoje falava dos inúmeros momentos em que nos concentramos sim, mas em objetos que não constituem a realidade e que nos levam a estados mentais enganosos como o orgulho, a crença na infalibilidade ou, num ponto oposto, as inseguranças e a crença na incapacidade.

E é esta meditação, esta observação de si errônea ou jeito de se focar no problema com um “olhar” errôneo é que nos leva as repetições.

Ok, mas o que fazer?

Eu costumo sugerir que se entenda o que está acontecendo, olhando para o fenômeno e não para o porque e que, a partir disto, se re-observe a situação. Para isto é preciso abandonar a postura de queixa ou a “vitimização” e assumir um papel de quem também é agente no processo.

Ao resultado chama-se LIBERTAÇÃO.

11 de novembro de 2009

Conversando com Cláudia Guglieri de Novembro

Qual é o seu jeito de se relacionar?
Esta é a pergunta que vai direcionar a conversa do próximo encontro.

CONVERSANDO COM CLÁUDIA GUGLIERI são bate-papos informais com o objetivo de orientar, tirar dúvidas e compartilhar experiências.

O tema do próximo encontro – jeitos de se relacionar - foi inspirado no meu trabalho atual de consultório que une Gestalt-terapia e os princípios da Medicina Tradicional Chinesa.
Ao longo de alguns anos tenho observado que quando uma pessoa reconhece, o que chamo de seu perfil relacional, ela passa a compreender melhor suas interações familiares, amorosas, sociais e de trabalho.
Alem disto, entender que existem “jeitos” de se relacionar aumenta a compreensão do outro e isto facilita bastante nos relacionamentos.


Inicio: 19h
Local: Rua Freire Alemão 366 PoA
Inscrições pelo telefone 051 – 33337052
Investimento: R$ 30,00
Vagas limitadas – até 10 pessoas

Leia mais
Os chineses, no decorrer de sua história milenar, foram sábios observadores de fenômenos naturais e, destas observações, criaram modelos para sua medicina, entendimentos filosóficos e de suas vidas.
Entre estes modelos está o modelo dos cinco elementos de onde me inspiro para o trabalho com os perfis de personalidade.
Faz alguns anos que venho estudando as ciências orientais - as bases da Medicina Tradicional Chinesa - e adequando os cinco elementos e a perfis. Um estudo onde observo tendências de ser, sentir, pensar, se expressar e se comportar.

Estas tendências associadas aos elementos chineses estão se transformando em boas ferramentas para ajudar as pessoas a se compreenderem melhor e também compreenderem as pessoas com quem se relacionam.

Deste trabalho acabou surgindo um método próprio de atender, o Método Sheng dos cinco movimentos, que tenho testado com bons resultados em psicoterapia individual, casal e grupos.

8 de novembro de 2009

Gestação parte1

É faz um tempinho que não publico, mas os motivos são muito justificáveis. Meu ultimo mês foi de introspecção, muito havia para sentir e pouco espaço para escrever.

Tudo começou com enjôos, sono, muita fome e um grande desejo que fosse um nenê e era.

Aí vem o Enzo!

Um filhote querido e sonhado por alguns anos, hoje com três meses e dois dias. Pirralho que ainda nem deu as caras e já tem feito revoluções.

Pois a gestação, nossa!

É verdade que já acompanhei algumas tantas pacientes grávidas, tenho cursos e formações em desenvolvimento, li um bocado sobre gestação... Mas estar dentro do processo é bem diferente, me coloca na posição de simples mulher e mãe que agora sou e me dá uma maior aproximação da vivência emocional de outras tantas.

Sem duvida um momento existencial extremamente significativo no qual a presença da mistura de sentimentos traz a tona um tanto dos registros do passado, outro tanto daquilo que se tinha como elaborado e mais um punhado do que se anseia.

Uma revolução? Sim, mas sábia em sua sutileza e muito particular.

Cada mulher vivencia a sua gravidez de uma forma e esta vai depender de como tudo começou, se há parceria, do momento de vida em que se está e, é claro, de uma porção de aspectos psicológicos e físicos.

E foi pensando em algumas particularidades da vivência feminina e em mulheres, que como eu, sonhavam com o seu filho, mas passaram grande parte da sua história se dedicando a carreira que pretendo escrever os próximos posts.

Concluo confirmando às candidatas a mães: que é um estado especial sim, cheio de nuances e delicadezas, permeado de ambigüidades e de uma encantadora e inevitável sensibilização ao sentir, no qual a oportunidade de re-significar se faz presente a todo momento.

“Sinto-me encantada pela vida do meu filho, tocada pela sua imagem na ecografia, mais segura pelo apoio do meu marido e de pessoas da família e isto para mim é muito”.

7 de outubro de 2009

No processo de sentir-se vivo

A vida é uma constância de altos e baixos, muitos de nós experimentamos uma espécie de oscilação no dia a dia. Para algumas pessoas isto é mais perceptível para outras menos, mas todos nós passamos pelo inicio de uma necessidade e pelo processo que envolve a conclusão desta, que pode ser satisfeita ou não.

O que, normalmente, chamamos de alto é o conjunto de sensações prazerosas que acompanham a resolução satisfatória e o que chamamos de baixo é o certo desprazer da não resolução tão positiva. Ao meio termo costumo chamar de lugar de conforto ou acomodação e dependendo do enfoque ou de quem o está vivenciando pode ser um meio termo positivo ou não.

E é justamente nestes meios que quero me deter, ou seja no PROCESSO.

Em todo o fenômeno vivido existe um processo. O maior exemplo é o processo de vida da gestação a morte. Eu gosto de chamar este processo de GRANDE SUBIDA E DESCIDA DA MONTANHA.

Penso que é neste grande processo que temos a oportunidade de “crescer” como PESSOAS ou não.

E me agrada pensar que existe uma força interna e outra externa que está sempre nos impulsionando para o crescimento, mas o dia a dia me mostra que cabe a cada um de nós aproveitar ou não este estimulo.

Ao longo do tempo que venho acompanhando pessoas fui observando que umas tem mais facilidade em ler e traduzir estas oportunidades e outras não, pois se prendem em crenças que não as permite experimentar algo diferente e ir além.

Venho notando também que o ser humano se sente mais vivo enquanto se percebe em desenvolvimento. Um desenvolvimento que vai além dos desafios de ser criança e aprender, mas do qual faz parte dar continuidade...permitir-se ser um adulto com o privilégio de estar em processo de crescimento.

E saibam que existem muitas formas de nos mantermos “vivos”. É verdade que não existe uma receita mágica para isto e é justamente este o maior desafio da fase adulta: achar o seu jeito de estar subindo e descendo a montanha para assim SENTIR-SE VIVO.


29 de setembro de 2009

Casais modernos buscam equilibrio

Quero compartilhar com vocês esta entrevista que foi postada no site Sortimentos.

Entrevista com Cláudia Guglieri - Casais modernos buscam seu equilíbrio.

A troca de papéis cada vez mais acentuada provoca uma mudança no perfil dos relacionamentos atuais.

Cada vez mais o homem se sente à vontade para assumir funções domésticas que antes eram dadas às mulheres. Elas, por sua vez, aproveitam para se dedicarmais ao trabalho tornando-se mais competitivas. Uma troca de papéis que, se equilibrada, pode ser bastante positiva para os relacionamentos atuais.

À medida que os parceiros tomam essa consciência, torna-se mais prazerosa e eficiente a divisão de tarefas. “Os casais definem quem participa das reuniões, leva as crianças para a escola ou ao médico, sendo que atualmente quase 40% dos casais se organiza com os homens mais em casa e as mulheresmais na rua”, diz a terapeuta.

A mudança de comportamento dos homens com a família e a paternidade está ligada ao trabalho da mulher. Com um poder de ganho e profissionalismo cada vez mais próximo ao do homem, elas acabaram por dar mais espaçoaos parceiros dentro de casa. E eles gostaram. Conforme pesquisa do IBGErealizada em 2007, 60% dos homens entrevistados realiza atividades cotidianascomo fazer compras, e esse número aumenta para 70% quando se falaem executar tarefas domésticas.

Mais do que isso. 93% se consideram companheiros e dizem que suas parceiras podem contar com eles em qualquer situação, e mais da metade dos que já são pais afirmam que são capazes de cuidar da casa e dos filhos sozinhos.

Com tanta eficiência e interesse dentro de casa, as mulheres ficaram mais tranqüilas para se concentrar na profissão. E, desta forma, fortalecem ainda mais a troca de funções.

“A guarda compartilhada é cada vez mais comum,tornando os homens muito presentes mesmo após a separação”, ressalta Cláudia.

13 de setembro de 2009

Sou a Miss Imperfeita

Recebi este texto da Rosana. Integrante do grupo terapêutico é uma destas mulheres que não mede esforço para se desenvolver e, entre todas as coisas do dia a dia, acha tempo para SER.

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

8 de setembro de 2009

Conversando Com Cláudia guglieri

Se você acha difícil se relacionar nos dias de hoje, tem algum tipo de problema nesta área ou simplesmente deseja melhorar seus relacionamentos venha participar dos encontros Conversando Com Cláudia Guglieri.

Estou convidando a todas as pessoas que desejam entenderem um pouco mais sobre seus relacionamentos a virem participar destes encontros informais. Eles estão programados para acontecerem sempre na segunda quinta-feira do mês e terão numero limitado de participantes.

Na próxima quinta-feira, dia 10 de Setembro o bate papo será guiado pela seguinte pergunta: Qual a sua dificuldade nos relacionamentos?

A proposta será iniciar os encontros tirando dúvidas, clareando dificuldades e entendendo como elas acontecem, para que todos busquem formas e caminhos para suas dificuldades nos relacionamentos.

Texto referência para o dia 10/09
A nossa capacidade de aprofundarmos relacionamentos e de nos vincularmos a alguém é construída ao longo das nossas experiências infantis. São destas experiências que nasce o nosso potencial para permitir proximidade, envolvimento, criar amigos, ser disponível, dar e receber amor, o nosso perfil relacional.

Conforme a pessoa vai se sentindo mais ou menos confiante no mundo e com os outros vai se permitindo abrir portas e experimentar mais, conforme vai se valorizando, gostando mais de si, se aceitando e se sentindo aceito vai se encorajando.

É preciso buscar recursos e soluções para este problema, o medo da rejeição, de não ser aceito e a falta de confiança, fazem com que muitos de nós, sem sabermos, organizem mecanismos para “evitar” os relacionamentos e assim a angustia ou ansiedade causada por passar por certas situações relacionais.

Venha discutir conosco estas e outras questões e, quem sabe, encontrar alguns caminhos.

O bate papo inicia as 19h e vai até as 21h, na rua Freire Alemão 366 PoA
É necessário inscrições pelo telefone 051 – 33337052
As vagas são limitadas.

27 de agosto de 2009

Relacionamentos digitais

A uns 15 anos atrás muitas pessoas tinham mais dificuldades em se aproximar de alguem e dizer que tinha algum interesse nela. Hoje, embora as declarações sejam facilitadas por recursos tecnológicos como a internet e o uso das salas de bate papo, é preciso saber medir até que ponto essas relações são realmente verdadeiras, antes de entrar numa fria.


É verdade que a tecnologia está facilitando a aproximação, um dos maiores dilemas ao iniciar um relacionamento. “Hoje em dia a Internet se constitui na alternativa mais eficiente para aproximar duas pessoas, ainda que de forma superficial. Seria o caminho mais curto para começar a estabelecer o vínculo, antes de uma interação mais profunda”.

E quanto a estes relacionamentos é interessante observarmos o seguinte fenômeno: uma mudança nos interesses das pessoas. O aspécto físico tem passado para um lugar secundário, mostrando que muitas pessoas buscam a aquelas com quem possam ter afinidades. “Não que o físico não seja importante, mas ter afinidades e poder compartilhar idéias, planos, buscas, tem mobilizado muitas pessoas.

Mas se tratando de interações digitais é fundamental que estejamos atentos a várias questões.

A massificação do uso de portais como Orkut, MySpace, Facebook, com salas lotadas de gente querendo se conhecer e se encontrar mudou o formato do inicio de muitos relacionamentos, mas nestes encontros embora sejam pessoas reais, com experiências reais, devemos cuidar o grau de amizade e de relacionamento ao qual nos submetemos e principalmente com quais pessoas estamos nos envolvendo.

Sim, a web amplia e facilita o encontro de afinidades, mas ao mesmo tempo macula uma certa fragilidade nas relações estabelecidas por esse meio. “Nos alegramos em conquistar centenas de amigos em uma rede social, mas nunca encontramos pessoalmente nem a metade desses amigos digitais. A instantaneidade da rede tirou a profundidade dos relacionamentos, você chama outra pessoa de amigo por razões banais e quanto você não tem que encarar a pessoa novamente no dia seguinte é fácil desfazer uma amizade clicando em 'apagar contato”.

Eu estou chamando a atenção para as vezes que essa modalidade pode passar dos limites e, também, a necessária cautela. “Como as salas não proporcionam forma alguma de proteção, as pessoas se expõem muito mais do que deviam, por isso é preciso ter em mente que você poderá estar conversando com uma pessoa de boa índole, ou com alguém que nutra terceiras intenções e que não é bem o que aparenta.”

Para que essa aventura seja boa e não se transforme num pesadelo costumo alertar:

Nunca se repasse dados com os quais a outra pessoa consiga te encontrar de forma inesperada.

Jamais marque encontros a sós.

Vá sempre para um lugar onde tenha grande fluxo de pessoas ou leve alguma pessoa com você.

Também preste atenção no comportamento de seu amigo virtual e na forma dele se expressar.


“A falta de fronteiras da web nos dá um mundo de possibilidades, porém devemos criar limitações, pois talvez haja informações demais para serem acessadas de forma desorganizada”.