19 de junho de 2009
Porque todos nós temos talentos
Lê-la é um desfrute e um aprendizado.
Do amor insaciável
Seria mais fácil represar os rios.
Emudecer o trovão.
Pedir que as águias contenham-se no solo.
Do que tentar entender o amor dos que não amam.
Do que tentar entende o amor dos que não se amam.
Nunca estive tão perto da idéia do quanto as coisas são transitórias.
Nunca vi tantos mortos em volta.
Nunca vi tantas coisas se acabando ao mesmo tempo.
O que afinal vai sobreviver?
O que deixaremos sobreviver?
Que sentido a vida terá além disso?
E existirá vida além disso?
Não quero ser apenas um sobrevivente.
Aquele cara inesquecível cuja a única qualidade é a de ser inesquecível.
O esvaziamento do eu pelo simples esvaziamento.
Trocar seis por meia dúzia.
Ser da oposição do contrário oposto de si mesmo.
Fazer da utopia um idealismo.
Provar que nada faz sentido.
Nadar, nadar, nadar, pra depois morrer na praia.
Sozinho!
Pra onde a gente estava indo mesmo?
Amor ou política amorosa?
Freud ou Jung?
Ninguém precisa nem merece isso.
Nem a puta que pariu.
Chega de gurus.
Chega de mestres.
Que as rádios façam um minuto de silêncio.
Que o bisturi dos cirurgiões parem no ar.
Que o teor de nicotina seja um pouco menor.
Que o grama do ouro não seja tão caro.
Ou não vai sobrar um único porque, uma única razão para se estar vivo.
Mas não.
Nós sabemos tudo.
Tudo.
A vida é como um joguinho Lego.
A gente monta e desmonta quantas vezes quiser.
Quem não quiser a gente chama de insensível.
Todos vão querer.
Menos eu...
Eu prefiro acreditar que há vida em Marte!
Luís Poeta
17 de junho de 2009
Pensamento
16 de junho de 2009
Meditando com o I Ching
O I Ching é o antigo livro de orientações chinês, ele pode nos ajudar no nosso processo na vida. Podemos consultá-lo para tomarmos decisões, para entendermos movimentos das pessoas, para compreender situações...
Hoje fiz a meditação do I Ching e pedi uma orientação para quem lesse o blog.
Aproveite! Esta orientação refere-se as suas situações do momento.
A Grande Força Subjugada –
Hexagrama 26 (Ta Chu)
Acima: Ken – montanha, os obstáculos, a calma
Abaixo: Chien – o céu, a criatividade, o poder
Comentários
Na composição dos trigramas para Ta Chu temos os atributos da maior força, da mais substancial solidez, a qual emite uma luz brilhante; e indica que a renovação é diária.
Indica um valor estabelecido sobre talentos e mérito; existe poder (no trigrama superior) para manter o mais forte em limitação e em “a grande retidão” (requerida no hexagrama)
“Será vantajoso atravessar a grande correnteza”.
“A boa sorte unida aos sujeitos que fazem a refeição fora de casa (não procuram gozar as recompensas na sua família)” mostra como talentos e méritos são estimulados.
Inicia-se a construção de uma via sem erros que o ajudará a nutrir todas as pessoas.
Em razão da mente contemplativa após a (“a grande retidão” ) ele atinge sua primeira consciência e retorna a essência sem erros. Porem, mesmo assim, deve continuar refinando sua mente. Isto realiza nas experiências da vida entre os homens comuns e, por este motivo, se diz “fazer as refeições fora de casa traz boa fortuna” .
“É benéfico cruzar a grande água” traz a idéias de que a tarefa é coberta de responsabilidades e, se analisarmos o todo do hexagrama, vemos a importância do desenvolvimento interior.
Ken – a montanha – é filho do Céu na Terra, ou seja, a solidez vem pela estrutura da força espiritual ou sábia – carrega a certeza inabalável que depende de tempo.
"Só com o tempo aprendemos a confiar na própria sabedoria".
4 de junho de 2009
Fique bem

A vida é feita de variáveis e oscilações de todos os tipos e por conta disto estamos sempre tendo que lidar com frustrações.
Dependendo de como uma pessoa lida com esta emoção ela se sentirá mais ou menos satisfeita com a vida. Notaram a sua importância?
27 de maio de 2009
Para casais
Paixão, amor, casamento, separação, fidelidade, ciúmes...
Nilton defende que a natureza humana é transgressora. Diz que há implantado no ser humano um desejo tão profundo de se superar e transcender, como o de procriar. Estas seriam as duas grandes diretrizes humanas - perpetuar-se e trair-se. A idéia de traição é usada não no sentido da falta de honestidade, mas do desejo de rompimento para que novas possibilidades de vida possam aflorar.
Entrevista
- O que faz uma pessoa se apaixonar por outra? - O que nos apaixona é uma medida de equilíbrio entre estímulos biológicos, psíquicos e culturais. O que nos leva à paixão é a sensação existencial de termos encontrado a pessoa que nos permitirá a realização dos mais importantes desígnios da vida. Há muito de biológico e espiritual no que normalmente entendemos apenas como uma emoção.
- Por que quase todas as pessoas desejam casar? - Os seres humanos têm como mandamento maior a procriação. Este é um entendimento que une tanto ciência como religião. A psicologia evolucionista iniciada por Darwin e o relato bíblico sobre Adão e Eva nos mostram que o mandamento maior de um ser vivo é multiplicar-se. Esta é uma questão de nossa espécie. Nascemos para amadurecer até a idade de sermos férteis para procriar e depois de terminada esta etapa nosso corpo é lentamente descartado. O casamento é, portanto, o cumprimento de um mandamento muito profundo em nós. Não é moralismo, mas biologia e vida. As pessoas se casam para cumprir este mandamento maior da existência.
- Por que, atualmente, existe tanta separação? - Não é casar que esta em crise, mas o tipo de casamento que praticamos. Estamos vivendo transformações muito profundas na civilização. Por um lado "multiplicar-se" num mundo de super-população pode ser um atentado à própria vida; por outro, "para toda a vida" com a expansão de nossa longevidade, pode ser muito tempo. Estamos vendo lentamente surgir uma nova moral que não exige "até que a morte os separe" ou que não entende sobreviver apenas por "multiplicar-se". Saímos dos modelos da poligamia e monogamia voltados para a sobrevivência pela procriação e entramos na era da monotonia. Muitas pessoas se separam porque casaram-se com uma concepção da moral e descobrem lentamente que esta não dá conta de seus anseios e necessidades. O eixo do casamento vem se tornando mais o próprio indivíduo com sua necessidade de afeto e troca do que o próprio conceito de família. Isto é complicado e obviamente apresenta perigos. Mas sobreviver neste mundo de hoje talvez dependa mais de não deprimirmos, de não
vivermos hipocrisias, de mais entrega e de mais troca do que simplesmente garantirmos mecanismos de "multiplicação".
- Por que as pessoas exigem fidelidade no amor? - Acho que a questão da fidelidade está muito ligada à questão da rejeição. Nenhum ser humano gosta de ser rejeitado e é muitas vezes isto que experimentamos nas situações de infidelidade. A dor daqueles que são traídos é muitas vezes um luto insuportável. É a morte de si mesmo. Mas a fidelidade é em grande medida uma questão cultural. Nossa civilização criou critérios morais de conduta que têm ou tiveram a intenção de proporcionar as melhores condições de paz social. A fidelidade tornou-se um importante mecanismo de convivência. E as sociedades estipulam propositalmente que um homem ou uma mulher só deve ser respeitado na medida em que tem seu parceiro amoroso sob controle. A infidelidade se torna uma prova de fracasso social e é coibida não só na reprovação ao infiel, como pela vergonha aplicada ao traído. Existem culturas (e certamente outras espécies) onde a fidelidade não é uma questão prioritária. É óbvio que não estamos falando dos atos de deslealdade ou de malícia que são, por definição, atos de violência e agressão.
- É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? - Não é possível estar apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo. A paixão é um sentimento absoluto de entrega e não comporta mais do que um protagonista. O amor, por sua vez, é um sentimento menos obsessivo que a paixão. Acredito que todo casamento ou relação duradoura deve ser composto de amor e surtos de paixão. Sem estes "surtos" o amor se torna um sentimento difuso no que diz respeito à exclusividade. Isto porque é possível amar não só duas, mas dez ou todas as pessoas deste planeta. Todo o casal que não sente estes surtos de paixão de tanto em tanto, em meio ao cotidiano, que é em grande parte preenchido apenas por momentos de ternura e companheirismo, perde a condição de exclusivismo. Entenda-se que não é necessário ser adúltero para, mesmo assim, ser infiel.
- Você acha que o casamento vai continuar existindo no século XXI? Como vai ser? - Acho que vai. Temos necessidades tanto de estruturas familiares como também da profundidade de relações que advém do compromisso. Aliás isto é importante: seres humanos não detestam compromissos, muito pelo contrário. A vida sem compromissos verdadeiros nos carrega à depressão e ao desânimo. Acho que continuará a existir uma cerimônia de casamento como a de hoje: rituais não estão perdendo a força, e a função de tornar público o status de uma relação também continua existindo. A médio e longo prazo, no entanto, acredito que as relações humanas serão drasticamente modificadas pelas condições de vida e sobrevivência no planeta. Foram elas sempre que construíram as convenções sociais.
- O que você acha do ciúme? Faz parte do amor? - Acho que sim. Sentir ciúmes pode ser uma emoção bastante saudável. Serve como um sinal de que valorizamos nossa relação com o outro. Pode dar colorido e enriquecer uma relação. Se, no entanto, o que estiver promovendo o ciúme é a baixa auto-estima, então a situação se reverte. Não há nada mais sufocante do que a insegurança de alguém que aposta no controle do outro ao invés de lidar com as suas questões.
- Que conselhos você daria para uma pessoa que acabou de se separar?
- Primeiramente honrar seu luto. A separação traz sempre sentimentos muito difíceis e coloca a complexa questão de quanto romper e quanto preservar. Na separação com filhos, além da generosidade que deve existir na resolução das pendências materiais, cabe compreender que um homem ou uma mulher que se separam nestas condições terão que preservar certos níveis de relação. Ninguém com filhos se separa totalmente do passado e aceitar isto é ser "gente". Uma vez acertada a vida e as responsabilidades com o passado, surgem as com o futuro. Acho que se deve ter fé de que a vida nos surpreenderá com a paixão novamente. Muitas vezes o recém separado não crê nisto. Uma das alegrias mais bonitas é resultante desta surpresa.
22 de maio de 2009
Estou de volta!
As férias foram ótimas e ainda estou digerindo tudo que vi e senti. Então para retomar nossos bate papos, mas com tudo presente, pensei em escrever sobre arte.
A Europa foi e sempre será o mundo dos mestres da pintura e eu fiquei encantada com o que vi e como cada um vê com os olhos que tem...
É impressionante o que foi produzido e dito do humano ao longo da história através das artes. A arte sempre foi um veiculo de comunicação e a igreja a usou como forma de educar o povo, passar mensagens morais. Mais ao longo da historia apareceram aqueles que além de comunicar tinham a clara intenção de fazer pensar e ainda aqueles que a usavam para protestar.
Foi fantástico ver as obras que vi, imaginando intenções ou momentos das pessoas que as propunham.
Algumas me tocaram mais. O Jardim das Delicias Terrenas do Bosch, que expressa o íntimo “pecaminoso” do humano, porém, com um certo deboche caricaturado, foi um deles.
Quando parei na frente desta obra me vinha a idéia de loucura traduzida por uma espécie de diálogo trágico, brincalhão e também uma genial mensagem de juízo que, para mim, explicita a intenção de que este juízo se dá aqui mesmo dentro das nossas mentes... “Só a mente é capaz de tais criações e fantasias tão grandes”.
E o mais fascinante é saber que suspeita-se ter sido pintado por volta de 1487 !
Outra pintura que me encantou também pelo caráter humano e divertido foi El Triunfo de Baco de Velásquez. Eu e o meu marido até compramos uma bandeja do quadro, naquelas conhecidas lojinhas de saída da visita de museu.
Neste não senti a loucura e menos ainda o pecaminoso, ao contrário, vi a permissão... Para quem não conhecem trata-se de uma cena em que o deus Baco está bebendo com simples mortais que, como eu imaginava, foram homens de fato beberrões que serviram de modelo para o pintor.

E já que estou falando de pinturas que tem pretensões, não poderia deixar de citar o famoso Guernica de Picasso. É um painel e tanto, realmente assombroso e encantador em conseguir atingir aos propósitos a que vem: criticar a ação estúpida e violenta do homem sobre o homem. Foi pintado com intenção clara de criticar e chamar a atenção para o massacre em Guernica em 1937. Depois fiquei sabendo que tratou-se de um exercício nazista para testar armamentos...
Bem, e assim seguem os dias e a minha esperança é que sigam também os registros, já que tudo mudou tanto e a pintura perdeu muito espaço no comunicar.
29 de abril de 2009
Sexo na adolescência
Neste meio tempo ministrei a oficina Como amar e ser amada nos dias de hoje e foi muito bom. Na sexta passada encontrei uma das participantes que me disse já ter conseguido rever pequenas atitudes na relação com a filha.
Estes retornos que validam o meu esforço e justificam o tempo de dedicação.
Mas nem tudo se sai tão bem e algumas coisas acabam não acontecendo do jeito que nós esperamos. Nesta mesma sexta participei de um programa de rádio, convidada para dar orientações a jovens a respeito de sexo. Foi interessante, pois nos bastidores todos aproveitaram bastante, porém acabei saindo com uma sensação de ter sido superficial e ter deixado passar detalhes importantes, um pouco pelo tempo outro pouco pela dificuldade de concentração.
De todas as perguntas e casos a que mais me chamou a atenção foi a dúvida de um menino quanto ao medo de iniciar uma relação sexual com outro menino e sua dificuldade em conversar sobre isso com os pais. Não tenho certeza da pergunta e talvez nem tenha entendido direito, pois veio por MSN e foi lida para mim, mas acredito que ele disse que achava que era gay e estava com estes medos.
Sobre o medo de iniciar e sobre os pais eu falei, mas o que me faz voltar a esta questão é o fato de não ter deixado claro para este menino que a adolescência é uma fase de experimentos em vários sentidos. Isto se dá para que se propicie decisão e escolhas próprias e, desta forma, vão se definindo identidades.
E ai eu destaco algo importante que perturba uma porção de jovens e por isso não posso deixar passar, só porque nesta fase se deseja alguém do mesmo sexo não significa que se seja gay.
Isso lhe parece estranho? Pois é, mas acontece e muito, porque a adolescência é a fase das ambigüidades, dos experimentos e das escolhas.
Acreditem! As inquietações, a rebeldia ou a timidez vão diminuindo quando, aos poucos, cada um vai percebendo o que realmente gosta, que jeito é o seu ou o que de fato acredita, e com a sexualidade é a mesma coisa.
No início das relações sexuais acontece a mesma coisa, um pouco de dúvidas, medos e ansiedade fazem parte. Tudo é novo e não dá para querer fazer igual ao amigo, mesmo sendo da turma, ele tem os desejos diferentes dos seus, as fantasias também e talvez espere outras coisas das relações sexuais.
Portanto aí vão os meus conselhos para a galera que está desabrochando e fazendo as primeiras investidas e uma referência para os pais das principais dúvidas.
Não tem idade padrão para iniciar, cada um tem o seu momento. Portanto não vá na pilha dos outros! Faça as tuas avaliações, sinta e reflita se é a tua hora, se está pronto, etc... E que se dane o que podem dizer, essa pressão da turma é muito palha.
Ô guri! Tu tá na fase de que chegam a doer as mãos de tanto brincar sozinho e as vezes se sente mal por isso. Pois não se sinta, é isso ai, são os teus hormônios... Não tem problema nenhum e muito menos é pecado.
Prás meninas vale a mesma dica, se tocar, se descobrir, se experimentar só vai fazer bem e não tem nada de pecado nisso, ao contrário, vai te ajudar um bocado a futura mulher e é muito prazeroso. Vou até te dizer prá ter coragem e se experimentar sem ter vergonha de si mesma.
Olha só, sei que querendo saber como é e também para se inspirar o pessoal vai ver filmes pornôs, principalmente os meninos, e tudo bem não tem problema e até, se você já tem idade para isso, pode ser divertido.
Mas atenção meninos, na realidade não é bem assim como mostra ali, as meninas costumam gostar de bem mais romance do que aquele direto ao ponto do filme. Os filmes mostram uma realidade que não tem nada de carinho e de delicadeza e se tu chegar em uma garota e não fizer uns carinhos, dar uns beijinhos e namorar um pouco antes do “rala-e-rola” vai ser ruim pros dois.
Outra coisas IMPORTANTÍSSIMA ... O negócio é serio, CAMISINHA, mesmo que vocês tomem outras preclusões anticoncepcionais, não é só a gravidez tem também as doenças sexualmente transmissíveis. Algumas delas podem ser muito chatas e outras terríveis. Fica ligado!
Ter desejo por alguém do mesmo sexo, não significa ser gay. Tranqüilo, nesta fase até é normal, pare de te condenar por isso e faça o que sentir que é para você e se você se der conta que é por aí, ok, cada um na sua.
Sei que é difícil falar com os pais, tem pai que não dá abertura e tem pai que dá, mas tu não é a fim de falar com eles. Ok, não se obrigue que vai ser pior. Deve ter uma tia ou tio, um primo ou irmão ou qualquer alguém já adulto e experiente por perto. Não fique com dúvidas tire com esta pessoa ou me procure!
Se esqueci de algo me retorna e me pergunta, vou responder só depois do dia 15/05 porque até lá estarei de férias.
Beijos pra galera.
15 de abril de 2009
Como amar e ser amada nos dias de hoje: vença este desafio !!!
10 de abril de 2009
Queridos amigos
Olhem que mensagem querida!
Recebi da equipe da Eliana Camejo
Feliz Páscoa!!!
Páscoa é...
Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence à morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para gente melhorar as coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho e vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem.
2 de abril de 2009
Diferenças femininas

Por este motivo falemos no assunto... Mas pensei em iniciar pelos nuances e diferenças no comportamento relacional da mulher atual, já que a forma de ser sexual é conseqüência deste.
A mulher de hoje cada vez mais se sente livre para ser ela mesma e, desta forma, assumir seus reais desejos, jeitos e expressões. Concordam?
Isto é fantástico! Mas é justamente aí que começam as atuais dúvidas quanto aos comportamentos sexuais femininos.
Tenho visto que a ausência de padrões e papéis, antigamente tão bem estabelecidos, hoje faz com que mulheres e homens se percam com facilidade. Se as diferenças femininas tem dado um nó nos relacionamentos, imagine quando se trata de sexo, que, para algumas pessoas, parece um fantasma por si só.
A questão é que nós somos diferentes entre nós e, portanto diferentes na nossa forma de sentir, pensar e ser na sexualidade também.
Por este motivo tenho dito que a emergência atual das relações é ajudar as pessoas a se reconhecerem, a identificarem a si e aos outros e aprenderem como lidar com as diferenças.
Façamos isso quanto as relações sexuais, neste caso, as femininas.
Na visão de Tereza Grenshaw, uma estudiosa da sexualidade feminina, cada mulher tem um tipo de desejo e existem quatro tipos de manifestações: ativo (iniciante), receptivo (passivo), pró-ativo (sedutor), adverso (inverso). Só isto já dá um norte para entendermos porque, por exemplo, as mulheres estão se permitindo iniciar mais. Se ela for do tipo ativa, por exemplo, tem vontade de buscar, tomar a frente e não tem se intimidado, tem feito.
A questão é que todos nós não estávamos acostumados com esta postura, no máximo uma postura sedutora e hoje o que é seguir um movimento natural, por vezes soa muito estranho.
É preciso, como digo sempre, trocar os óculos para podermos entender que as mulheres que hoje tomam a iniciativa, simplesmente estão sendo o que já eram, mas não tinham coragem de expressar.
E tenha certeza que cada vez mais vai ser assim, cada uma com o que é.
Quanto a você menina, faz parte perder o medo de se entender e se assumir, seja do jeito que for, mais ativa ou passiva. Afinar o que vem de dentro com a possibilidade de fora é um alivio, facilita muitas coisas e dá uma satisfação.
Na seqüência vou ajudar mais trazendo os perfis de mulheres que venho estudando e trabalhando na medicina tradicional chinesa, jeitos de se expressar associados a tipos de naturezas. Vá acompanhando e, quem sabe, se entendendo um pouquinho mais.
