29 de setembro de 2009

Casais modernos buscam equilibrio

Quero compartilhar com vocês esta entrevista que foi postada no site Sortimentos.

Entrevista com Cláudia Guglieri - Casais modernos buscam seu equilíbrio.

A troca de papéis cada vez mais acentuada provoca uma mudança no perfil dos relacionamentos atuais.

Cada vez mais o homem se sente à vontade para assumir funções domésticas que antes eram dadas às mulheres. Elas, por sua vez, aproveitam para se dedicarmais ao trabalho tornando-se mais competitivas. Uma troca de papéis que, se equilibrada, pode ser bastante positiva para os relacionamentos atuais.

À medida que os parceiros tomam essa consciência, torna-se mais prazerosa e eficiente a divisão de tarefas. “Os casais definem quem participa das reuniões, leva as crianças para a escola ou ao médico, sendo que atualmente quase 40% dos casais se organiza com os homens mais em casa e as mulheresmais na rua”, diz a terapeuta.

A mudança de comportamento dos homens com a família e a paternidade está ligada ao trabalho da mulher. Com um poder de ganho e profissionalismo cada vez mais próximo ao do homem, elas acabaram por dar mais espaçoaos parceiros dentro de casa. E eles gostaram. Conforme pesquisa do IBGErealizada em 2007, 60% dos homens entrevistados realiza atividades cotidianascomo fazer compras, e esse número aumenta para 70% quando se falaem executar tarefas domésticas.

Mais do que isso. 93% se consideram companheiros e dizem que suas parceiras podem contar com eles em qualquer situação, e mais da metade dos que já são pais afirmam que são capazes de cuidar da casa e dos filhos sozinhos.

Com tanta eficiência e interesse dentro de casa, as mulheres ficaram mais tranqüilas para se concentrar na profissão. E, desta forma, fortalecem ainda mais a troca de funções.

“A guarda compartilhada é cada vez mais comum,tornando os homens muito presentes mesmo após a separação”, ressalta Cláudia.

13 de setembro de 2009

Sou a Miss Imperfeita

Recebi este texto da Rosana. Integrante do grupo terapêutico é uma destas mulheres que não mede esforço para se desenvolver e, entre todas as coisas do dia a dia, acha tempo para SER.

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

8 de setembro de 2009

Conversando Com Cláudia guglieri

Se você acha difícil se relacionar nos dias de hoje, tem algum tipo de problema nesta área ou simplesmente deseja melhorar seus relacionamentos venha participar dos encontros Conversando Com Cláudia Guglieri.

Estou convidando a todas as pessoas que desejam entenderem um pouco mais sobre seus relacionamentos a virem participar destes encontros informais. Eles estão programados para acontecerem sempre na segunda quinta-feira do mês e terão numero limitado de participantes.

Na próxima quinta-feira, dia 10 de Setembro o bate papo será guiado pela seguinte pergunta: Qual a sua dificuldade nos relacionamentos?

A proposta será iniciar os encontros tirando dúvidas, clareando dificuldades e entendendo como elas acontecem, para que todos busquem formas e caminhos para suas dificuldades nos relacionamentos.

Texto referência para o dia 10/09
A nossa capacidade de aprofundarmos relacionamentos e de nos vincularmos a alguém é construída ao longo das nossas experiências infantis. São destas experiências que nasce o nosso potencial para permitir proximidade, envolvimento, criar amigos, ser disponível, dar e receber amor, o nosso perfil relacional.

Conforme a pessoa vai se sentindo mais ou menos confiante no mundo e com os outros vai se permitindo abrir portas e experimentar mais, conforme vai se valorizando, gostando mais de si, se aceitando e se sentindo aceito vai se encorajando.

É preciso buscar recursos e soluções para este problema, o medo da rejeição, de não ser aceito e a falta de confiança, fazem com que muitos de nós, sem sabermos, organizem mecanismos para “evitar” os relacionamentos e assim a angustia ou ansiedade causada por passar por certas situações relacionais.

Venha discutir conosco estas e outras questões e, quem sabe, encontrar alguns caminhos.

O bate papo inicia as 19h e vai até as 21h, na rua Freire Alemão 366 PoA
É necessário inscrições pelo telefone 051 – 33337052
As vagas são limitadas.

27 de agosto de 2009

Relacionamentos digitais

A uns 15 anos atrás muitas pessoas tinham mais dificuldades em se aproximar de alguem e dizer que tinha algum interesse nela. Hoje, embora as declarações sejam facilitadas por recursos tecnológicos como a internet e o uso das salas de bate papo, é preciso saber medir até que ponto essas relações são realmente verdadeiras, antes de entrar numa fria.


É verdade que a tecnologia está facilitando a aproximação, um dos maiores dilemas ao iniciar um relacionamento. “Hoje em dia a Internet se constitui na alternativa mais eficiente para aproximar duas pessoas, ainda que de forma superficial. Seria o caminho mais curto para começar a estabelecer o vínculo, antes de uma interação mais profunda”.

E quanto a estes relacionamentos é interessante observarmos o seguinte fenômeno: uma mudança nos interesses das pessoas. O aspécto físico tem passado para um lugar secundário, mostrando que muitas pessoas buscam a aquelas com quem possam ter afinidades. “Não que o físico não seja importante, mas ter afinidades e poder compartilhar idéias, planos, buscas, tem mobilizado muitas pessoas.

Mas se tratando de interações digitais é fundamental que estejamos atentos a várias questões.

A massificação do uso de portais como Orkut, MySpace, Facebook, com salas lotadas de gente querendo se conhecer e se encontrar mudou o formato do inicio de muitos relacionamentos, mas nestes encontros embora sejam pessoas reais, com experiências reais, devemos cuidar o grau de amizade e de relacionamento ao qual nos submetemos e principalmente com quais pessoas estamos nos envolvendo.

Sim, a web amplia e facilita o encontro de afinidades, mas ao mesmo tempo macula uma certa fragilidade nas relações estabelecidas por esse meio. “Nos alegramos em conquistar centenas de amigos em uma rede social, mas nunca encontramos pessoalmente nem a metade desses amigos digitais. A instantaneidade da rede tirou a profundidade dos relacionamentos, você chama outra pessoa de amigo por razões banais e quanto você não tem que encarar a pessoa novamente no dia seguinte é fácil desfazer uma amizade clicando em 'apagar contato”.

Eu estou chamando a atenção para as vezes que essa modalidade pode passar dos limites e, também, a necessária cautela. “Como as salas não proporcionam forma alguma de proteção, as pessoas se expõem muito mais do que deviam, por isso é preciso ter em mente que você poderá estar conversando com uma pessoa de boa índole, ou com alguém que nutra terceiras intenções e que não é bem o que aparenta.”

Para que essa aventura seja boa e não se transforme num pesadelo costumo alertar:

Nunca se repasse dados com os quais a outra pessoa consiga te encontrar de forma inesperada.

Jamais marque encontros a sós.

Vá sempre para um lugar onde tenha grande fluxo de pessoas ou leve alguma pessoa com você.

Também preste atenção no comportamento de seu amigo virtual e na forma dele se expressar.


“A falta de fronteiras da web nos dá um mundo de possibilidades, porém devemos criar limitações, pois talvez haja informações demais para serem acessadas de forma desorganizada”.

15 de agosto de 2009

Par perfeito

Ela tem pele, cabelo e corpo perfeitos. Anda de lingerie organizando a casa, é carinhosa, querida, perdoa traição e entende tudo de futebol.

É a mulher perfeita! E também, é claro, uma projeção.

Esta moça, criada pela mente de um homem que projeta o seu modelo de mulher ideal, existe no filme A Mulher Invisível de Cláudio Torres.

Uma comédia que conta, de forma leve e engraçada, as desilusões amorosas e o romance quase perfeito de um homem que ama, sonha e deseja alguém maravilhoso para compartilhar a vida.

Quase perfeito, porque tudo isso só acontece na sua fantasia, pois a deusa é fruto da sua imaginação.

No filme tudo começa quando este homem que sonha em ser feliz para sempre, ter filhos, etc... la pelas tantas sofre uma desilusão amorosa com a esposa, entra em depressão, não consegue resolver de forma saudável e passa a inventar uma substituta.

E, é claro, uma substituta ideal, perfeita, que satisfaz a todas as suas fantasias de modelo de mulher.

Na vida real isto também acontece, e como! Todos nós, “neuróticos” em maior ou menor grau, desejamos encontrar a projeção de parceiro ideal.

E até ai tudo bem, só é problema quando isto ultrapassa a noção de reais possibilidades do outro, seres terrenos e imperfeitos.

É comum, nos relacionamentos, as pessoas viverem uma espécie de busca de alguém ideal e tão perfeito que preencha tudo que se imagina.

E esta é uma questão que discuto muito com meus paciente no consultório, homens e mulheres que fantasiam alguém que conhecem a ponto de se apaixonarem imaginando que na convivência o outro vai lhe dar sopinha na boquinha pacienciosamente sempre, ou que vai estar disponível do jeito que imagina, ou que vai estar sempre com os cabelos sedosos, que não fume, não beba, abra mão sempre do futebol em função dos dois ou...

Aí vem a pergunta: perfeição existe?

Saibam que o companheiro de verdade é aquele que preenche um tanto das expectativas, aquelas coisas que gostamos e esperamos no outro, mas que tem coisas que não são bem aquelas que idealizaríamos, mas são o que o outro é e pode ser.

Portanto para que um relacionamento aconteça você precisa de uma noção dos seus desejos, do que é fantasia e do que se pode adaptar a realidade. Caso contrário a idealização sempre será muito grande e quanto mais na fantasia se coloca uma pessoa, mais rápida e facilmente a ilusão se desfaz.

8 de agosto de 2009

PARABÉNS NOVO PAI !!!

Quem é o pai atual? Esta foi a pergunta que a Vanessa, apresentadora do Jornal do Meio Dia da TVE, me fez hoje.

A minha resposta foi: um pai cada vez mais presente e verdadeiramente cuidador, pois aquele modelo de pai que nós conhecíamos - provedor, ausente e distante - está cada vez mais desaparecendo.

E ainda bem!

O pai de hoje quer estar presente, participar em tudo: no parto, trocar, dar banho, ir a reunião da escolinha, futebol ou aula de dança, repreender e motivar, dar a entrada do cinema e ir ao cinema junto...

E esta presença emocional tem sido a grande virada dos homens deste século no papel de ser pai.

Este homem que dá, junto com a mãe, a sustentação, não só material, mas de segurança emocional, é o que chamamos de cuidador. Pois saibam que cuidador deixou de ser a referência da mãe e passou a representar aquele que cuida. E do ato de cuidar também faz parte o dar atenção, afeto, respeito, dizer não, dar espaço e limites, motivar e repreender.

Cada vez mais pais e mães conscientes prestam atenção na valiosa presença emocional e de suporte equilibrado. Eles sabem que isto faz muito pelos serzinhos que educam e acompanham.

E por tudo isto: PARABÉNS NOVO PAI !!! Pela admirável dedicação e empenho em ser efetivamente pai.

20 de julho de 2009

Coisas de amigos

Canção da América

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de 7 chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

(Milton Nascimento/Fernando Brant)

11 de julho de 2009

Grupo Terapêutico Viver é se relacionar

Você pode não perceber, mas os relacionamentos direcionam a sua vida. Eles lhe influenciam muito mais do que você imagina, da vida afetiva à carreira profissional, do convívio social às crenças espirituais.

Em psicoterapia eu costumo mostrar aos pacientes como isso acontece e o quanto vai além do alívio da solidão, da concretização de desejos e das satisfações no amor e na amizade.

O jeito que cada um tem de “enxergar o mundo”, as formas de ser e a maioria das vontades começaram nas experiências iniciais e é a partir delas que se definem caminhos e prioridades.

Nos grupos terapêuticos venho desenvolvendo um trabalho que passa pela influência relacional nas cinco áreas principais da vida (relacional, profissional, social, lúdica e espiritual) para que apareçam de onde vêm as motivações, capacidades ou dificuldades nestas áreas e para que as pessoas possam achar soluções para muitos dos seus problemas.

Grupo Terapêutico com o Método Sheng

Início: Agosto e Setembro/2009
Encontros quinzenais, às quintas-feiras, das 19 às 21 horas

Informações: 51- 33337052 /
Local: Rua Freire Alemão 366 Porto Alegre


O trabalho trata-se de um processo que compreende as seguintes fases:

Descobrindo meu movimento natural (perfis de personalidade)
Durante sua trajetória, cada pessoa desenvolve alguns aspectos em detrimento de outros e, naturalmente, algumas áreas importantes da vida acabam sendo deixadas em segundo plano. Nos primeiros encontros cada integrante do grupo é estimulado a descobrir seu próprio movimento, ou seja, seu jeito de ser e agir, identificando suas habilidades, dificuldades e a forma encontrada para se adaptar a elas.

Desfazendo travas, desenvolvendo movimentos e equilibrando as cinco áreas da vida
Após a identificação do seu movimento natural, cada membro do grupo irá analisar sua forma de agir passando pelos cinco elementos que representam as cinco áreas da vida (relacionamentos afetivos, vida social, carreira profissional, aspecto lúdico e criativo, sentido espiritual). A partir daí será possível rever os pontos onde cada um tem dificuldades e o que o leva a isto, para que se possa achar formas de enfrentar conflitos, refazer escolhas, reeleger prioridades e se desenvolver positivamente em todas as áreas da vida.

Um novo olhar sobre mim nos relacionamentos e nas diferentes áreas da vida
A partir das trocas de experiências e do compartilhamento de diferenças e semelhanças ao longo dos nove meses, cada integrante do grupo trará novos significados para determinadas situações da sua vida. Com um novo olhar sobre o próprio modo de ser e agir, a pessoa será capaz de valorizar suas habilidades e encarar as dificuldades como desafios a serem superados com mais tranqüilidade e harmonia.

O que é o Método Sheng?

O Método Sheng foi criado com base nos cinco movimentos da Medicina Tradicional Chinesa (madeira, fogo, terra, metal e água) e nos princípios da Psicologia da Gestalt. Esses movimentos são associados a perfis de personalidade auxiliando no diagnóstico de problemas e na identificação de habilidades. A pessoa passa a ver com mais nitidez suas formas de ser, sentir e agir e é convidada a refletir e planejar novas maneiras de resolver suas dificuldades.

10 de julho de 2009

Nunca é tarde demais


Nunca é tarde demais
Ou cedo demais
Pra ser quem você
Quiser ser
Não há limite de tempo
Comece quando você quiser
Você pode mudar
Ou ficar como está
Não há regras
Para esse tipo de coisa
Podemos encarar a vida
De forma positiva ou negativa
Espero que encare
De forma positiva
Espero que veja coisas
Que surpreendam você
Espero que sinta coisas
Que nunca sentiu antes
Espero que conheça pessoas
Com ponto de vista diferente
Espero que tenha uma vida
Da qual você se orgulhe
E se você descobrir
Que não tem
Espero que tenha forças
Pra conseguir começar
Novamente...

Este texto do filme "O Curioso Caso de Benjamin Button" foi enviado pelo amigo Luis Poeta. Me fez lembrar das
metamorfoses que, querendo ou não, nos levam ao crescimento. Por que não aproveitar os empurrões da vida e se dar a chance de se sentir borboleta?


26 de junho de 2009

Sinta-se Vivo!


“O tempo se vai. As vezes, penso que precisaria viver apressado, tirar o máximo proveito destes dias que me restam. Hoje em dia, qualquer um pode me dizer, depois de esquadrinhar as minhas rugas: “Mas o senhor ainda é um homem jovem! Ainda. Quantos anos me restam de ‘ainda’”? Penso nisso e me dá pressa, tenho a angustiante sensação de que a vida me foge, como se minhas veias se tivessem aberto e eu não pudesse deter meu sangue. Porque a vida são muitas coisas (trabalho, amizade, saúde, dinheiro, complicações), mas ninguém vai me negar que, quando pensamos nesta palavra, Vida, quando dizemos que ‘nos agarramos a vida’, estamos assimilando-a a outra palavra mais concreta, mais atraente, mais seguramente importante: estamos assimilando-a ao Prazer. Penso no prazer ( qualquer forma de prazer ) e tenho certeza que isso é vida.”

Este trecho foi retirado do livro “A Trégua” de Mario Benedetti , trata-se de uma reflexão do personagem sobre o tempo e a vida prestes a completar 50 anos.

Pois a verdade seja dita: a natureza humana reivindica por Vida.

Eu não gosto de previsões, mas algumas coisas são inevitáveis de serem previstas e uma delas é que, mais cedo ou mais tarde, algo em você vai cobrar esta sensação de estar Vivo.

Outro dia fui assistir uma comédia brasileira que chama “Divã” de José Alvarenga Junior. No seu divã a personagem – atriz Lilia Cabral - dizia estar feliz, mas com alguma coisa que precisava mudar e não sabia bem o que era. Ela acaba mudando a vida através da separação e ok, ela achou um recurso para dar vitalidade e prazer a sua vida e o fez através disto. Mas a que preço? Eu saí do cinema pensando que o caminho que ela tinha escolhido não tinha volta mesmo e que, para ela, só restava ir adiante e fazer o melhor para ser feliz e, de fato dar espaço, para as suas coisas pessoais. O que ela faz.

Mas a questão é que existem muitos jeitos de se dar sentido e prazer à vida e nem sempre se precisa mudar tudo tão radicalmente. Muitas vezes podemos trazer este sentido de vitalidade re-significando o que existe, mudando a forma e equilibrando áreas da vida.

Para alguns, um pouquinho mais de aventura, para outros um espaço para cultura ou quem sabe mais trocas afetivas. Eu sempre digo que temperar com pequenos desafios dá um colorido especial a vida, e que cada pessoa tem o algo que um dia deixou de lado lá bem guardadinho em uma gavetinha chaveada. Quem sabe?

Cada vez mais eu acompanho pessoas que, de alguma forma, foram orientadas para seguirem um caminho que trazia mais segurança, respeito, validação, etc. Muitos foram bem sucedidos neste caminho e hoje se orgulham disto, mas por conta de muita dedicação a uma área especifica perderam coisas importantes que, de alguma maneira, hoje fazem falta.

Os chineses tratam de qualquer questão pelo modelo dos cinco elementos e eu ao associá-los a psicologia abordo cinco áreas fundamentais que pulsam em todos nós buscando satisfação: a material, que nos traz segurança de subsistência (nosso movimento Metal); a afetiva amorosa, que nos nutre das sensações de ser amado, amar, dar e receber afeto ( movimento Terra ); a social relacional, nas quais as interações familiares e de amizade respondem pelas nossas validações e confirmações diversas ( movimento Fogo ); a de lazer, de prazer lúdico e criativo, cuja curiosidade e o desejo de conhecer e experimentar agrega ao pessoal (movimento Madeira) e a área que já foi mais relacionada a religião e hoje é ampliada para o espiritual, que nos dá o conforto e a noção de “sentido maior” quanto ao estar vivo (movimento Água).

Entenda que não estou falando de perfeição ou plenitude total. Ser feliz, ou seja, sentir-se Vivo não tem a ver com perfeição, tem a ver com dar espaço e abrir possibilidades.
Cláudia Guglieri