10 de setembro de 2008

Meditando com o I Ching


Hoje não acordei no meu horário “certo”. Costumo nas quartas acordar as 7h (hora de fazer este jogo) meditar, jogo o I Ching e publicar para vocês.
Iniciei a meditação as 8h. De olhos fechados em frente a janela de sempre respirei por alguns minutos, mentalizando o percurso dos meridianos. Ao abrir os olhos o dia, que antes estava ensolarado, senti uma bruma, que fez todo o sentido com o jogo que se apresentava.

Onde estava o certo do horário?
Quando levantei para ir ao computador abriu-se tempo.

Meditando com o I Ching - o livro das mutações - tem a intenção de ajuda-lo a avaliar situações do seu movimento de vida.
Durante a leitura lembre-se que nada na vida, assim como no livro das mutações é estático, tudo faz parte de um processo construído por nós mesmos.


JOGAR FORA
HEXAGRAMA 23 (Po)

Acima: Ken - a montanha, o parar, a calma
Abaixo: Kun - a terra, feminino passivo, receptivo, a calma

Comentário

Há uma reflexão sobre o ponto “bom” das regras e disciplinas, sobre a nossa inerente dualidade a respeito de conceitos certos e errados.

Em termos políticos, quando uma nação atingiu o auge do seu apogeu e desenvolvimento, as pessoas tendem a tornar-se indulgentes e desregradas.
Em termos familiares, quando os pais tornam-se indulgentes de mais as crianças, as crianças se comportam de forma atrevida e sem responsabilidades, tornando-se adultos violentos e desrespeitosos.
Em termos Em termos de disciplina monástica, quando há excesso de regulamentos, as pessoas tomam o regulamento em sí como uma prática, mologanndo por isso a pratica real da espiritualidade, jogando fora sua energia real que está alem dos regulamentos impostos por mentes zelosas demais em preservar formas mortas de comportamento.

Jogar fora neste hexagrama fala da necessidade de reavaliar rigidez de conceitos e regras pré estabelecidas e cegamente seguidas.
Fala da necessidade destas, mas da revisão do “aprisionamento”.

Mostra que o ser humano se guia por conceitos estabelecidos pelo formato educador - que são necessários em sua medida para que assim se faça o homem disciplinado, justo e responsável.

Porem é preciso avalia-los. Foram conceitos criados e orientados pelo olhar de outros, a partir de uma padrão geral de razões e necessidades.
Vivemos e nos movemos dentro de num universo altamente conceitual e de regras, e temos que admitir, numa análise sincera dos objetivos que, muitas vezes não sabemos o que é que eles na realidade expressam ou seu fim verdadeiro. Por mais conceitos e regras que existam por traz das coisas que nos rodeiam, quando nos perguntamos mais profundamente o que são ou para que… não temos claro o sentido.


Inspirado na interpretação de Roque Severino

Um comentário:

lila rizzon disse...

Adorei, Cláudia! Muot bem-vindo! Beijo,